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Dentro da sede da Mattel, na California, a toymaker Christine Kim tem um grande desafio: a reaproximação da marca com as meninas. A empresa precisa de um reposicionamento devido a queda de vendas da boneca Barbie (sua maior receita) e as críticas por sexismo que sofreu, baixando suas vendas e diminuindo o valor de suas ações.

Kim pegou modelos de bonecas como Mulher Maravilha e Supergirl para mostrar que, apesar de muito bonitas, são extremamente sexualizadas, pois continuam seguindo as fantasias masculinas: seios grandes, musculosas e com roupas cavadas que destacam
as partes íntimas.

O novo design das bonecas DC Comics, feito para meninas de 6 anos de idade, em parceria com a Warner, será apresentado na Comic Con de Nova York.

Em pesquisa, a Mattel descobriu que as meninas são responsáveis pela compra de 9% de seus action figures, embora a maioria dos filmes, brinquedos e programas de tv sejam feitos para meninos.

“As barreiras de gêneros foram quebradas, meninas brincam de Hot Wheels e meninos com o forninho Easy-Bake. Por que as meninas não podem salvar o mundo?” Jim Prata, editor do site de avaliação de brinquedos TTPM.com

Além de remodelar seu design, a empresa também adaptou as histórias das personagens. Um exemplo é Tome Harley Quinn, a namorada do Joker, considerada psicótica e assassina, que acabou se tornando a “brincalhona” do grupo.

SOBRE A PESQUISA:

Ainda nos estudos sobre os gêneros, a empresa percebeu que os meninos não ligam em matar vilões, mas as meninas querem resgatá-los e reabilitá-los para que se tornem amigos depois. As meninas também se preocupam com habilidades diferentes como falar com animais, ouvir sussurros e forçar as pessoas a dizerem a verdade.

As meninas também não queriam personagens muito femininas, apontando por exemplo que o lenço da Poison Ivy poderia atrapalhar em uma luta, e a Mulher Maravilha era muito magra em vez de ser mais atlética.

Kim, a designer de brinquedos, usou ginastas, dançarinos e atletas para fazer o molde das bonecas, mantendo um corpo ainda infantil, mas sem ser frágil. Mostrando que elas podem salvar o mundo e não precisam ser salvas.

Depois das crianças, a Mattel fez um último teste com acadêmicos que estudam gênero, blogueiras e pessoas que já haviam processado a empresa por sexismo, com o objetivo de decepcionar todos eles desta vez.

NINGUÉM PERGUNTOU, MAS:

Esta é mais uma prova de que com investimento em pesquisas é possível criar melhores produtos de acordo com as expectativas reais dos usuários.

Achei que as bonecas ficaram incríveis! Elas ficaram “cool” e nada frágeis. Suas roupas são descoladas, confortáveis e qualquer menina pode usá-las. Não são roupas extremamente incomuns que só heroínas intocáveis usam.

Posso apontar apenas um erro: para meninas de 6 anos, Mattel?

SHUT UP AND TAKE MY MONEY!!!

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