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Cada dia que passa, o CONAR nós surpreende com uma nova acusação. No começo do ano, a agência Africa teve problemas com o Órgão regulamentador da publicidade no Brasil ao ter a sua campanha do Itaú censurada após algumas denúncias sobre o uso da palavra “digitaú” (Não se lembra? Clique aqui.).

Dessa vez, a polêmica envolve a propaganda da Sadia e o uso do nome próprio “Luis Augusto”. O órgão informou ter recebido mais de 130 reclamações de consumidores, a maioria de pessoas que se chamam “Luis Augusto” ou de pais de “Luiz’s Augustos” que não acharam a menor graça na brincadeira.

Para quem não chegou a acompanhar a campanha (confira abaixo), criada pela F/Nazca Saatchi & Saatchi, o filme mostra uma mulher pedindo presunto. O vendedor pergunta: “A senhora vai querer o Sadia, que está sempre fresquinho, ou vai levar o Luis Augusto?” – e apresenta um presunto com uma aparência não tão boa. Ao final, o locutor completa: “Não leve Luis Augusto por Sadia. Presunto é Sadia.”


De acordo com as queixas feitas ao Conar, o comercial é ofensivo e desrespeitoso, e estimula o bullying ao associar o nome “Luis Augusto” a um produto de baixa qualidade e objeto de rejeição.

Ao ler notícias relacionadas a este anúncio, o que nós publicitários pensamos? Toda criação tem um motivo e vem de uma ideia. Podem ter certeza que o nome “Luis Augusto” foi a última coisa que os criativos da F/Nazca pensaram! Agora, censurar cabeças pensantes mentes brilhantes é como podar uma árvore no meio da Amazônia. Você pode achar que é só mais uma árvore, mas depois de anos verá que fez falta.

Podemos relacionar esta analogia aos publicitários responsáveis por campanhas “diferentes”. Cada campanha que cai no CONAR, é uma campanha “diferentes” que deixa de existir. Estamos cansados da mesmice e essas coisas acabam nos deixando mais acomodados a fazer o mesmo.

A Sadia respondeu a altura sobre a polêmica: “A Sadia esclarece que, como obra de ficção, as semelhanças e a escolha do nome Luís Augusto para a campanha são mera coincidência, à exemplo do que já observamos na teledramaturgia. Portanto, o filme segue o mesmo tom irreverente e característico das campanhas publicitárias da marca, como o clássico bordão “Nem a pau, Juvenal” ou quando o fatiador de frios oferece um tijolo ao consumidor, que pediu para “dar uma olhadinha” no presunto que não era da marca Sadia. Líder na categoria de presunto no País, o principal objetivo da ação é ressaltar a alta qualidade do produto da marca, que tem expertise no segmento e excelência no processo de produção”.

Por fim, obrigado a todos os chatões que se sentem ofendidos com esse tipo de coisa. Nome de personagem em novela pode, mas se tiver na propaganda é bullying né? (Y)

Sobre Bruno Bardella

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Diretor de arte, motion design e jogador de poker nas horas vagas. Em 2012, Bruno fundou o blog ComunicArt e desde então, dedica seu tempo com o galinho.

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