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Um dos maiores atletas olímpicos de todos os tempos sofreu com a rigidez imposta pelo COI em relação a promover marcas que não patrocinam diretamente os jogos. Michael Phelps, que é patrocinado pela Beats, levou uma bronca do Comitê por deixar aparecer a marca no seu fone de ouvido. Após o puxão de orelha o nadador passou a utilizar os fones com um adesivo da bandeira dos Estados Unidos acima do logotipo da empresa.

Essa não foi a primeira vez que o americano recebeu um aviso desse tipo do COI. Em 2012, durante os jogos olímpicos de Londres, os fones também trouxeram problemas para o atleta, que na época era patrocinado pela Sol Republic. Isso, no ponto de vista dessas marcas é muito ruim, já que ela que investiu pesado durante anos em um atleta de ponta, se torna “invisível” no momento da vitória.

Esse tipo de ação, chamada de Ambush Marketing ou Marketing de Emboscada, é uma das maiores preocupações do Comitê Olímpico Internacional. Isso porque manter essa exclusividade das ações de marketing é de fundamental importância para as empresas patrocinadoras, uma vez que investem grandes quantias para obter o retorno de exposição. Marcas patrocinadoras, como Coca-Cola, Mc Donalds e P&G, pagam cerca de 100 milhões de dólares pelo simples fato de ter sua marca associada aos Jogos e exposta durante o evento.

Marcas que patrocinam a Olimpíada do Rio

As rigorosas medidas impostas pelo Comitê não param por aí. O COI também divulgou uma lista com 17 palavras ou termos que empresas não-patrocinadoras não pudem usar durante o evento. Existem dois tipos de proibição: Uma para termos banidos em qualquer condição e outra para termos banidos quando se referem aos jogos de forma direta:

1. Termos banidos em qualquer condição

– Olimpíada, Olimpíadas, Olímpico;

– “Citius. Altius. Fortius.” (é o mote olímpico, que significa “Mais rápido. Mais alto. Mais forte.”);

– Rio 2016 ou Rio de Janeiro 2016;

– #Rio2016;

– #TeamUSA.

2. Termos proibidos quando se referem diretamente aos Jogos Olímpicos

– esforço;

– vitória;

– performance;

– jogos;

– ouro, prata, bronze;

– medalha;

– patrocinadores.

Segundo Lisa Baird, diretora de marketing do Comitê Olímpico Americano, o COI faz essa recomendação às marcas para evitar ações de guerrilha, ou até o famoso marketing sem querer, porque muitas delas patrocinam atletas que estarão nos Jogos individualmente. Para aumentar a lista de regras o COI também proibiu a imprensa de publicar em qualquer mídia social GIFS animados ou vídeos curtos (Snapchat ou Vine) com imagens das Olimpíadas, ameaçando inclusive aplicar punições a quem descumprir a medida.

Todas essas medidas buscaram, mesmo que de forma extremamente rígida, proteger a integridade do evento, valorizando os patrocinadores, que são o ponto principal para a viabilidade econômica dos jogos.

Sobre Pablo Fedatto

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Apaixonado pelo mundo publicitário desde os 14 anos hoje sou formado em Publicidade e Propaganda pela PUCPR e curso MBA em Gestão de Marketing pela Universidade Positivo.

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